Guardinha

POR QUE GUARDINHA?

A ASSOCIAÇÃO DE EDUCAÇÃO DO HOMEM DE AMANHÃ – AEDHA, organização não-governamental de fins não-econômicos, foi fundada como entidade filantrópica em doze de novembro de um mil novecentos e sessenta e cinco. Sucedia, à época, a GUARDA DE AUTOMÓVEIS DE CAMPINAS, criada em 1939, de onde advém a denominação “GUARDINHA".

guardinhaDe fato, nos anos quarenta e cinqüenta, o tranqüilo centro da cidade de Campinas podia ver meninos tomando conta de veículos, num tempo sem violência e marginalidade endêmicas. Mesmo assim, ficavam os garotos à mercê de gorjetas pouco educativas dos adultos que se compadecessem de sua condição de carência, no padrão da cultura social da época.Nesse contexto, o cidadão Ruy Rodriguez, então presidente (a partir de 1955) da ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E INDUSTRIAL DE CAMPINAS (ACIC) e – por questão estatutária daquela entidade – também presidente da “GUARDA DE AUTOMÓVEIS DE CAMPINAS”, percebeu que, muito mais que mera gratificação eventual, seria imprescindível oferecer aos pequenos meninos um programa de atendimento que lhes propiciasse oportunidades de aprendizado para iniciação profissional (lembremos que o ensino público obrigatório cobria apenas os quatro primeiros anos ou o “curso primário”). Foi então que, com sua grande habilidade de liderança social, mobilizou um grupo de cidadãos e, após longo tempo de estudos e preparação, fundou a ASSOCIAÇÃO DE EDUCAÇÃO DO HOMEM DE AMANHÃ – AEDHA.
Fazia parte da proposta inicial da entidade o desenvolvimento de cursos para aprendizagem de ofícios que se supunham adequados à época, e a instituição chegou a montar oficinas para sapataria, confecção de peças de vestuário, marcenaria, entre outras. Desenvolviam-se atividades culturais e esportivas, inclusive com uma banda musical com apresentações oficiais.

Mas a cidade desde cedo mostrava sua vocação para novas tecnologias e os jovens revelavam seu interesse por atividades na área administrativa, de tal modo que passaram a receber, quase como proposta exclusiva, preparo básico para atuar – durante seu período de estágio laboral – como auxiliares de escritório, com atividades tais quais as costumeiramente denominadas de “office-boys”. E, com o passar do tempo, e as ações consistentes da instituição, “office-boy” passou a ser sinônimo de “guardinha” no município e mesmo em outras localidades. Deve ser registrado que, em abril de 1974, a entidade passou a acolher inscrições de meninas, ampliando a abrangência de seu olhar para o acompanhamento da juventude, no próprio ritmo das conquistas femininas por mais espaço de cidadania.Além disso, a própria entidade ficou popularmente conhecida como “Guardinha”, embora seu objetivo institucional e suas ações programáticas sempre tenham se desenvolvido como um Programa Sócio-Educativo onde as atividades laborais fossem firmadas através de conteúdos e de ambientes educativos que viessem a otimizar o desenvolvimento dos adolescentes atendidos.

A proposta da AEDHA enraizou-se na cidade de Campinas e disseminou-se por todo o Estado de São Paulo e o Brasil, sempre com a finalidade de oferecer a jovens de poucos recursos sociais e econômicos oportunidade para reforço em seu processo educativo e de formação, oferecendo-lhes alimentação (incluindo desde café da manhã até jantar, cuidados médicos e odontológicos, reforço escolar, paralelamente à preparação em aulas com conteúdo básico que lhes permitissem iniciar atividades remuneradas junto a empresas e órgãos públicos.

Então, tendo sido uma instituição pioneira no olhar e ação formativa do jovem para a qualificação para o mercado de trabalho, divulgou um modelo que foi absorvido por outros municípios e incentivou a criação de outros programas com os mesmos objetivos na cidade de Campinas, no Estado de São Paulo e em outras localidades do Brasil.

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